sábado, 3 de abril de 2010

Velhos lençóis


Se, o tom das vozes ousam me ferir
E às onze horas eu te vi partir
Então me conta como hei de ser eu

Se a porta do quarto ainda está a abrir
E o som dos passos a me perseguir
Então me mostra onde eu fico só

É, quem dera ouvir de novo a tua voz
E me poupar de sujar os lençóis
Com as velhas gotas que eu já derramei ...

Se você me protegeu da solidão
Moldou minha'lma com a própria mão
Me mostra agora pronde eu vou fugir

Calço meus sapatos como já calcei
E falo as frases que nunca falei
Botando a nova alma a caminhar

É, quem dera ouvir de novo a tua voz
E me poupar de sujar os lençóis
Com as velhas gotas que eu já derramei ...

Justo quando eu chorava tu fostes sorrir
E à minha alma quisestes despir
Do puro sentimento que guardei

Ao fugir da aurora tu me destes mel
E às onze horas entregou-se ao céu
Rezando o credo que eu nunca cri

É, quem dera ouvir de novo a tua voz
E me poupar de sujar os lençóis
Com as velhas gotas que eu já derramei ...

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